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  • Foto do escritor: Bernardo Caprara
    Bernardo Caprara
  • 11 de jan.
  • 1 min de leitura

Aos 41 verões, ainda sendo. Cada vez mais, o tempo invade a sala de casa. Entre idas e vindas, avanços e recuos, erros e acertos, alegrias e tristezas, a vida insiste em pulsar. Firmando a busca pela vitalidade, transgredindo o desencanto, giro e caminho envolvido com a intensidade da experiência de existir.


Do profundo que nos descompassa, na gente e nesse continente que caminha sem pernas, os sonhos não envelhecem. Também é verdade que se transformam, e que por vezes balançam, se afastam, silenciam, doem. Nessas noites, como loucos, até sorrimos... ainda que, no fundo, só nós saibamos das angústias e do que sentimos.


Na espiral de ilusões do tempo presente, que se anuncia com bombas, fascistas e imperialismos, a vela não se apaga. A poeira de tanta sujeira há de subir, e não haveria motivos pra gente desanimar. Sem fugir da peleia, em dias de sol ou da chuva que tem que molhar, partiu erguer a cabeça, meter o pé e seguir com a força que movimenta quem somos e o que acreditamos.


Das contas a pagar, das filas a pegar, das senhas a rasgar fantasias, o encanto persiste nas brechas e margens. Se chove lá fora, se na vida é preciso cantar, cantemos para quem já despertou ou vai despertar, para quem chora no seu canto e para quem tem medo, mas é capaz de enfrentá-lo. Porque no fim, ouvindo o batuque das ondas ou o compasso de um coração, o que vale é se bateu o samba no nosso peito.

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